quinta-feira, 7 de abril de 2016

“O Leão está rugindo cada vez mais alto”


“O Leão está rugindo cada vez mais alto”

Ao falar em leão nos lembramos de um animal belo e dócil, mas também agressivo e temido conhecido como  o  rei da floresta ou ainda  de um  chefe  de família em o  filme Rei Leão. Neste artigo, quero falar de um mascote, que em nada lembra esta docilidade e beleza, e  que nasceu com  mecanismos de ataque bastante eficientes.  Estou falando do mascote da Receita federal. Isso mesmo, o mascote deste órgão fiscalizador e arrecadador é um leão.

No final de 1979, a Secretaria da Receita Federal encomendou uma campanha publicitária para  divulgar o Programa de Imposto de Renda. A escolha do leão levou em consideração algumas de suas características: É o rei dos animais mas não ataca sem avisar;  É justo;  É leal;  É manso, mas não é bobo.  Já a logomarca,  segundo o “site da receita”, identifica  "as mãos" do contribuinte passando a moeda para “as mãos" do Estado.  

Não deixa de ser uma verdade, afinal o contribuinte assume a função de repassar para o estado os valores devidos atendendo a uma legislação específica. O estado, por sua vez,  tem  função de administrar,  de forma eficiente estes recursos,  e devolvê-los a nós contribuintes através de benefícios diretos e indiretos.

Mas, analisando a história  da arrecadação e distribuição de impostos no Brasil nos sentimos injustiçados pela forma como o Governo vem administrando estes recursos. Este sentimento de injustiça nos leva a concluir que  o “rugido do leão” está mais alto por sua carga tributária cada dia mais alta em nosso País.  Existem países onde a carga tributária é bem mais elevada.  A diferença é a forma como estes recursos retornam ao contribuinte. Quando o retorno é feito de forma justa nos sentimos  recompensados pelo valor arrecadado, mesmo que não seja de forma espontânea.  É uma questão de satisfação. O retorno por aquilo que paguei.

Pala melhor ilustrar vou colocar a seguinte situação:

Convidei minha querida esposa para um jantar. Minha primeira olhada foi para  a coluna da “direita” do cardápio.  A maioria faz isso.  Depois uma garrafa de vinho, um bate papo gostoso e de uma ótima refeição  a coluna “da direita do cardápio” já não me incomodava tanto. O retorno foi condizente com o valor pago.  Naquele momento eu estava imensamente satisfeito sem contar   pela perspectiva de uma noite ainda  mais agradável e promissora. Bem,  isso não vem ao caso agora.

No caso de pagamento de impostos chegamos a conclusão que estamos sendo “roubados”, que o retorno não é condizente  com o que pagamos. Por isso a “carga tributária” é considerada alta.  Nós pagamos impostos para termos  benefícios e a cada dia sentimos estes benefícios diminuírem. Sentimos a necessidade de  “investir” de forma individual em saúde, educação, segurança, etc.,  benefícios estes que deveriam ser de responsabilidade do governo. Vem o sentimento de insatisfação e a pergunta: Porque vou pagar imposto se o governo não o administra e não me devolve de forma justa?

O Imposto de Renda é um tributo direto, no qual o cidadão repassa parte de sua renda para o Estado. Acredita-se que o mesmo tenha se originado na Inglaterra, quando o governo inglês necessitava de recursos extras para custear a guerra contra a França.

No Brasil, as primeiras tentativas de implementação do tributo ocorreram em 1843. No entanto, as pressões exercidas por empresários levaram o Imposto de Renda a ser instituído somente em 1922, por meio da Lei 317, editada em 21 de outubro.


Através da declaração de imposto de renda pessoa física  somos “convidados” a fazer um acerto de contas com o Governo atendendo algumas normas instituídas pelo mesmo, que vamos tratar aqui como “obrigatoriedade”.  E bom lembrar que obrigatoriedade está diretamente ligada a “penalidade”. Ou seja, não faz o que o governo determina  no prazo estipulado você  é  penalizado com uma multa.

Para um universo de aproximadamente 29 milhões de brasileiros, termina no próximo dia 29 de abril o prazo para elaborar e remeter para o governo esta declaração.

A  “obrigatoriedade”, está relacionada  ao recebimento  rendimentos recebidos durante o ano; Receita de atividade  rural; posse ou propriedade de bens( inclusive financeiros); passou a condição de residente no País, etc.   Nestes casos e em outros, atendendo a critérios de valores mínimos,   devemos  informar ao governo os  referidos valores que transitaram pela nossa pessoa.

É opcional qualquer contribuinte fazer declaração de imposto de renda, mesmo não estando no critério de obrigatoriedade, mas que por algum motivo precisa apresentar comprovante de renda. Em alguns casos para receber de volta o imposto descontado durante o ano.

Temos que informar  valores e dados, como por exemplo: dependente, gasto  instrução, despesas médicas,etc. São  chamadas de “deduções legais.”  Outra alternativa é utilizar um desconto padrão de 20% ( limitado a 16.754,00) desconsiderando as deduções legais.

Registrados todos os valores o programa permite escolher a melhor situação para o contribuinte indicando ainda se o mesmo tem imposto a pagar ou imposto a restituir. O programa proporciona uma série de ajudas que facilitam a elaboração da declaração. Na dúvida deve-se procurar um especialista na área, evitando erros ou omissões e com isso não ficar sujeito a uma intimação por parte de receita. Verificadas divergências entre as informações  constantes no banco de dados da Receita Federal e àqueles informados pelo contribuinte, a declaração ficará retida na “malha fina” sujeitando-se o mesmo a esclarecimentos ou até mesmo uma retificação da declaração original. “Malha Fina” é um sistema  criado  com a finalidade de  confrontar dados e valores entre as fontes “pagadoras” e “ recebedoras”.

Portando o que o governo deseja com o sistema de declaração de imposto de renda é acompanhar, com mais precisão, as origens e destinos dos valores que transitam pelos contribuintes a fim de buscar sua parcela, ou seja, o imposto devido.

Cabe ao contribuinte todo o cuidado  na hora de informar valores e cumprir os prazos estabelecidos, pois o leão é feroz e a cada ano ele está rugindo mais forte.

Portanto fique atento a fim de  evitar situações desagradáveis.  Sempre que possível evite uma disputa com o “Leão”. Aqui, assim como na natureza, ele é  mais forte.

 

Lauro José de Matos, Contador e  Professor  Especialista no Curso de Administração da Ulbra Torres

Palestra "A arte do Feedback" com o prof. Paulo Bogado




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016


Adriana Peccin Consultora empresarial, professora e coordenadora do Curso de Administração Ulbra Torres/RS – CRA 25037

 NÃO DEIXE A CEGUEIRA TOMAR CONTA DE VOCÊ
Acredito que muitos de vocês, já ouviram essa frase: Eu sempre fiz assim, pra que mexer em time que está ganhando.

Todo insight vive de 3 momentos inevitáveis, no primeiro é completamente recusado, no segundo é parcialmente aceito e no terceiro é aceito com êxito. O que é novo e diferente em geral é incômodo, incompreendido e rechaçado.
Qualquer processo de venda de produtos e serviços não se deve somente às análises de mercado, publicidade e comunicação, mas também às operações de financiamento e outros fatores que influenciam no resultado final, mas é importante ressaltar, que quando os produtos têm uma promessa e marketing contundentes, independentemente e apesar de as outras estratégias serem medíocres, eles chegam longe e geram vendas.

Ser inovador é a fórmula mais próxima do sucesso, mas também pode ser a que mais o compromete. Não devemos deixar de inovar, mas além de tudo, ter a compreensão clara de quem é o nosso consumidor.
Contarei alguns casos de cegueira, relatados pelo guru Jürgen Klaric em seu livro Estamos Cegos, provas concretas de que a falta de sensibilidade com o consumidor, e por não saber o que as pessoas buscam, muitas marcas conhecidas fracassaram.

Começarei contando o CASO MOTOROLA- Essa foi uma empresa com grande tecnologia, grande desenvolvimento e inovação, mas com pouco senso antropológico para enxergar o que o consumidor realmente buscava. A marca não se deu conta de que, às vezes, o resultado está na simplicidade tecnológica, e não na quantidade de funções, grandes aparelhos ou avanços tecnológicos.
Fracassaram, e a empresa precisou ser vendida. Hoje, a Google tem o controle da Motorola Mobile. Uma das empresas mais inovadoras em tecnologia celular, a Motorola perdeu a batalha para um aparelho chamado BlackBerry, seguido pelo iPhone da Apple.

CASO MATTEL -  A Barbie é uma boneca da marca Mattel que acaba de fazer 50 anos de vida. Foi criada por uma geração completamente diferente da de hoje. A Barbie está ofuscada por outra boneca chamada Bratz, codificada para uma nova geração e que, desagrada as mães por sua estética agressiva com olhos pintados e lábios grandes. A boneca, porém, não foi criada para as mães, e sim para suas filhas, que realmente veem o mundo de forma totalmente diferente.
Hoje, a Barbie já não é cool, em seu Motor Home cor-de-rosa ao lado do Ken. Já a Bratz seduz por ser transgressora e cool , tomando martínis com suas amigas sem a companhia de um Ken.

Este é mais um exemplo claro de que muitas vezes temos o conceito e a inovação diante de nossos olhos e não os vemos pela cegueira que nos acomete; abrimos os olhos somente quando se convertem em realidade.
CASO McDONALD´S – Há anos as pessoas diziam que não queriam consumir a comida do McDonald´s porque era engordativa. Uma época onde as pessoas consideram mais inteligente “comer bem” e “ de maneira saudável”. Foi quando a empresa de sanduíches decidiu investir tempo e recursos na mudança de seus produtos.

O Burger King, criou um hambúrguer totalmente agressivo em seu conteúdo: cheio de queijo e bacon, com diferentes ingredientes que ativam o cérebro a se conectar com o produto. Trata-se do sanduiche Double Stacker – tão bem-aceito que não demorou muito para que saíssem a versão tripla e até a quádrupla, um dos mais bem-sucedidos do menu do Bruger king.
A cegueira não permitiu que o McDnald´s entendesse a necessidade subconsciente das pessoas, elas podem querer comer de forma saudável, mas tudo indica que elas fazem o contrário.

Eu poderia seguir falando dos cases, Kodak, Motorola, Sony... ou até mesmo, repensarmos o seu negócio, mas a conclusão será a mesma. Seja a sua empresa uma multinacional ou uma microempresa,  repensar os métodos e entender os motivos que fazem as pessoas se conectarem como nossos produtos, serviços e marcas nos manterá vivos.
Ser cego pode sair caro. Abra os olhos senão você será o algoz de seu próprio negócio.

 

 

Paixão pelo que faz, tem nome - INTRAEMPREENDEDORISMO


Adriana Peccin Consultora empresarial, professora e coordenadora do Curso de Administração Ulbra Torres/RS – CRA 25037

 Paixão pelo que faz, tem nome - INTRAEMPREENDEDORISMO
Um dos ingredientes para fazer uma empresa crescer e se destacar no mercado, em meio à acirrada concorrência é cultivar novas ideias e hábitos inovadores em sua cultura. Uma das formas de fazer com que isso aconteça é incentivar colaboradores que possam oferecer um grande diferencial para a empresa, ou seja, funcionários que se sintam parte do negócio e que trabalham com a seriedade e dedicação de um sócio.
A concorrência entre as empresas nos dias de hoje tem aumentado a uma velocidade incrível. Todos os dias entram no mercado centenas de novas empresas, boa parte delas cheias de novas ideias, empreendedores dedicados e muito dinheiro para investir. Uma combinação perigosa para empresas estagnadas, burocráticas e que não cultivam novas ideias
Por isso, as organizações buscam colaboradores que possam oferecer um “algo mais” para a elas, pessoas dedicadas que trabalhem como verdadeiros sócios do negócio. Que ofereçam opções diferenciadas de investimento para novos negócios, tornando a empresa ainda mais competitiva no médio e longo prazo. Este modelo de colaborador é chamado de intraempreendedor.
Normalmente, essa é uma característica que vem de dentro para fora, ou seja, o colaborador já possui em si a vontade de fazer a diferença dentro da empresa. Porém, de acordo com a especialista, um bom gestor pode sim incentivar seus colaboradores a praticar o intraempreendedorismo. O gestor deve incentivar o senso de propriedade, o sentimento de que ele pode fazer a diferença, a autonomia na tomada de decisão, a possibilidade de testar e errar sem ser punido por isso,
É uma modalidade de empreendedorismo praticado por funcionários dentro da empresa em que trabalham. São profissionais que possuem uma capacidade diferenciada de analisar cenários, criar ideias, inovar e buscar novas oportunidades para estas empresas. São eles que ajudam a movimentar a criação de ideias dentro das organizações, mesmo que indiretamente.
Este tipo de colaborador tem sido muito valorizado pelas empresas, principalmente por agregarem valor ao trabalho final executado pela organização. Eles são procurados pelas empresas de recrutamento com uma frequência cada vez maior, ocupando espaços importantes nas grandes corporações em todo o mundo.
A inquietação de quem está sempre inconformado com a situação atual é característica inerente de todo intraempreendedor. Ele busca se capacitar cada vez mais para superar os desafios que lhe são apresentados. É, acima de tudo, ousado e bastante criativo.
·         Paixão pelo que faz;
·         Sempre atento às novas idéias;
·         Simulam erros e riscos;
·         Descobrem oportunidades ocultas;
·         Multi-disciplinaridade;
·         Persistente, dedicado;
·         Autoconfiante, decide por conta própria;
·         Proativo, inovador.
Além de todas estas características, o fundamental é o espírito empreendedor. O que nos faz lembrar que a grande maioria destes colaboradores empreendedores não tem o mesmo interesse em abrir um negócio, como os demais, por exemplo. Para ele, colaborar com a empresa, ter bons salários e elevar o seu nome dentro da organização são objetivos tão importantes quanto ter sua própria empresa.
E como incentivar o aparecimento dos intraempreendedores? Para poder contar com um profissional com estas características, é necessário que a empresa crie condições para que ele se desenvolva naturalmente. Porém, isto não é uma tarefa nada fácil. A alta administração precisa estar disposta a abrir mão da sua rigidez e do conservadorismo nos processos de tomada de decisão, permitindo que seus colaboradores opinem e sugiram melhorias.
A motivação interna é essencial para que os funcionários se sintam à vontade para trabalhar desta maneira. Afinal, qualquer pessoa que possua um perfil empreendedor pode desenvolver as habilidades de um intraempreendedor. Mas, para que isso aconteça de forma perfeita, é preciso que a empresa crie programas de coaching ou mentoring para realizar o acompanhamento destes colaboradores que se destacam.
Por isso, olhe com mais atenção para seus colaboradores e comece a enxergar aqueles com maior potencial de geração de novas ideias. O futuro da sua empresa pode estar ali, apenas esperando que você dedique seu tempo à eles. E se você é um funcionário com as qualidades de um empreendedor, comece a por em prática algumas ideias, converse com seus superiores, mude o seu futuro!

 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Marketing de moda


Marketing de moda

Por Adriana Peccin Consultora empresarial, professora e coordenadora do Curso de Administração e do curso de Moda  da Ulbra Torres/RS. 

Sempre me interessei pelo marketing e pela comunicação de todo tipo de empresa, não importando a área de atuação. Afinal, o que me fascina é exatamente exercitar as diferentes formas de aplicar o marketing de acordo com as especificidades de cada segmento. Um pouco de cada setor me fascina e acredito que quanto mais conheço de cada um, melhor me preparo para futuros desafios. 

Mesmo assim, tenho, obviamente, minhas preferências. Uma delas é a moda. A moda não é só passarela ou vitrine. Um mercado de moda deve ter características locais. Porque a moda não é apenas o que se coloca na vitrine, ou o que vestimos ou copiamos das revistas. Tem a ver com gente, com a vida que elas têm, os lugares em que elas vão, as coisas que elas fazem, a moda é, sobretudo, um negócio, que acompanha a tendência da economia, dos estilos de vida das pessoas, seus comportamentos e principalmente seus desejos.

 Logo,  moda  e indumentária são meios de comunicação , é entender como as pessoas se comunicam. A moda e a comunicação, desenvolvem um papel importante na construção de uma imagem tanto para fins de comunicação, expressão individual, importância sócio-econômica ou status, como para definição do papel social.

 A função unificadora da moda e da indumentária pode servir para comunicar a afiliação de um grupo social, tanto para aqueles que são seus membros como para aqueles que não o são.

Além disso, a aquisição e o uso de roupas novas é uma forma, cada vez mais bem documentada, pela qual algumas pessoas tentam alterar o seu humor. Um número crescente de pessoas se tornou “viciada” nos sentimentos que experimentam ao usar uma coisa nova - há inclusive prazer por apresentar uma aparência diferente ao mundo.

Ambas podem  ser usadas para indicar ou definir os papéis sociais que as pessoas têm. Elas podem ser tomadas como sinais de que uma certa pessoa exerce um determinado papel e por essa razão espera-se dela que se comporte de uma maneira específica. Os diversos trajes e os diferentes tipos de roupa usados por pessoas diferentes permitem que se efetue mais suavemente uma interação social que de outra forma não teria lugar.

Assim, considerando-se que, ao se trabalhar com o posicionamento de uma marca de roupas, lidamos com a comunicação de ideias e significados, da imagem e da identidade da marca, certamente há momentos em que o trabalho de marketing sobre a marca se confunde com as decisões de significado e comunicação da moda produzida pela empresa.

 Aí surge a importância de estudar o comportamento do consumidor de produto de moda, pois ele é a base para a formulação de estratégias ativas de marketing.

 Como a moda é mais intangível do que tangível, as pessoas se deixam levar mais pela emoção do que pela razão na hora da compra. O grau de envolvimento do consumidor com os produtos de moda é, portanto, mais emocional.  

 Todas essas vivências abrem a mente e permitem descobrir que há várias formas de ver o mundo e fazer as coisas acontecerem no mundo dos negócios.




 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Compra Virtual x Compra Física


Por Jhenyffer Machado e Tiago Roberto Oliveira, acadêmicos do Curso de Administração e Adriana Peccin Consultora empresarial, professora e coordenadora do Curso de Administração Ulbra Torres/RS

 

Compra Virtual x Compra Física

 

Devido à expansão de produtos ofertados no meio virtual, as empresas físicas têm pela frente um grande desafio de atrair seu consumidor para dentro de seu comércio.

Ainda que as compras pela internet tenham crescido bastante, ainda há uma fatia grande de mercado a ser explorado, pois pesquisas mostram que 74% dos consumidores nunca usaram a internet para consumir.

As vantagens das compras virtuais dão-se pela comodidade de poder comprar sem sair de casa, o acesso fácil e remoto a qualquer produto, loja e serviço em curto espaço de tempo e praticidade além de que muitos consumidores perceberam que o mesmo produto encontrado em lojas físicas pode ser comprado pela internet por um preço menor e parcelas maiores com juros menores que em lojas físicas. O fato de o consumidor poder comprar a qualquer hora e as lojas físicas limitarem o horário de atendimento também atrai o consumidor para a compra online, muitas lojas e-commerce fazem promoções em horários diferenciados. Mesmo com todas essas vantagens esse tipo de compra atrai poucos consumidores, pois a preferência nacional ainda é a compra física.

O consumidor hoje é envolvido por muitos fatores no momento de compra.  As empresas utilizam de várias estratégias para atrair o consumidor, explorando os inúmeros sentidos: visual, auditivo, olfato, paladar e tato.

O e-commerce (compra virtual) limita-se na totalidade dos cinco sentidos, pois utiliza apenas dois: visual e no máximo auditivo. As empresas que oferecem produtos pela internet devem usar da criatividade, cores e músicas e promoções na oferta de seus produtos para influenciar seu consumidor, diferente das lojas físicas, que conseguem utilizar os cincos sentidos. Sendo o mais atrativo para o consumidor o TATO e a possibilidade de obter a compra de imediato.

Fazer com que o consumidor experimente, toque, olhe, sinta o produto é uma enorme vantagem, pois esta experiência faz com que o consumidor possa avaliar o produto antes da compra.

A diferença tangível da preferência da compra física justificasse pelo poder da utilização dos cinco sentidos. Ainda não há nada mais satisfatório para o consumidor que o envolvimento.

Cada vez mais é necessária a atuação do marketing em torno do comportamento do consumidor. Além de entender sua necessidade e os motivos aos quais o fazem efetuar uma compra, agora é preciso instigar o cliente a sair de casa para comprar.

Proporcionar experiências ainda é algo que a internet pouco consegue fazer, embora as redes sociais estejam tirando o convívio face a face das pessoas ainda temos a necessidade de olhar, tocar, sentir de perto, pegar para si, estar presente. O valor que se dá as coisas sentidas e tocadas ainda é maior do que as vantagens que a internet nos traz.

Pode-se concluir que a uma grande discrepância entre as compras virtuais e físicas, pois se relacionarmos com a questão VALOR E PREÇO, compras efetivadas em lojas físicas, os clientes obtêm um valor diferencial, ou seja, quando mencionamos a palavra VALOR, não é necessariamente no quesito monetário, e sim no valor relacionado ao todo da compra, deste a entrada na loja até a saída final com o produto em mãos, uma vez que, podemos concluir que, VALOR é o que se leva, e PREÇO é o que se paga. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O comportamento do consumidor jovem


Por Maria Aparecida Josefino e Yuri Sala Magnus, acadêmicos do Curso de Administração e Adriana Peccin Consultora empresarial, professora e coordenadora do Curso de Administração Ulbra Torres/RS

O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR JOVEM

A cada instante cresce mais a influência do mercado juvenil diante das grandes corporações. Internet, revistas segmentadas, programas de televisão, whatApp, blogs e outros meios de comunicação povoam o cotidiano de muitos jovens no mundo inteiro. Nos últimos anos, ocorreu no Brasil um crescente interesse pelas mídias por parte dos adolescentes e das próprias empresas investidoras. Os grandes sucessos de divulgação de produtos e criação de oportunidades são gerados pelo manuseio de ferramentas integradas de comunicação.

O mercado consumidor é composto por diversos grupos sociais, econômicos e culturais, não se definindo exatamente um perfil padrão, homogeneizado, em que de uma única e simples maneira a informação será penetrante e sua interpretação será a mesma para todos.

O cenário atual traz um fato fundamental e de grande importância: uma projeção para 2020, considerando com base o período de1980 até os dias de hoje, indica uma diminuição constante em todas as faixas etárias que englobam a infância e a adolescência, com maior ênfase na faixa de 0 a 4 anos, que cai de 14% para 8% em 2020. As faixas de15 a19 anos e de 20 a 24 anos mantêm-se estáveis no período de 1999 até 2003, mas depois começam a declinar (IBGE, 2000). Frente a esse panorama e às colocações realizadas no início foi observado que o comportamento do jovem brasileiro sofre influências sociais, econômicas e culturais. O comportamento do jovem frente ao consumo é bastante influenciado, principalmente, pelo aspecto social (status), que tem relação direta com a aceitação pelo grupo a qual pertence. O aspecto econômico acaba sendo administrado pela forma como satisfazer os desejos de consumo dentro da realidade que convivem. Independentes da classe a que pertencem, os comportamentos são muito parecidos quando se trata de consumo. Do ponto de vista psicológico, a necessidade de “fidelidade à marca” (inúmeras vezes adquirindo falsificações ou produtos pirateados), tem um caráter importantíssimo no desenvolvimento psicossocial e sexual do indivíduo. A maneira como adquire, muitas vezes, acaba sendo irrelevante para ele, importando apenas satisfazer sua necessidade a fim de se adaptar ao mundo que vivencia.

Embora nos dias de hoje o comportamento do consumidor jovem venha mudando devido à necessidade de participar do orçamento doméstico e o fato de que muitos trabalham em tempo integral, há uma parcela grande que opta por morar com os pais até mais tarde para que não tenham gastos fixos e possam usar seu dinheiro para  poder adquirir os bens de consumo que tanto almejam.

Neste segmento há um destaque maior para o público feminino  ,pois a mulher por sofrer transformações  hormonais constantes tende a adquirir o hábito de comprar para satisfazer os desejos momentâneos, já que por mudar de opinião mais facilmente volta logo a comprar para que possa se sentir realizada. Passar em frente às vitrines  e não gastar nem um centavo é uma tarefa difícil para a maior parte dos mortais, especialmente para as mulheres. Mais cobradas pela sociedade no sentido de que beleza, vaidade e feminilidade sejam fundamentais, elas sem dúvida, gastam mais do que homens com roupas e sapatos, entre inúmeros outros artigos. Para muitas delas, porém, isso não é sinal de maior irresponsabilidade nas relações com o dinheiro, mas, sim, que ainda há uma cobrança, velada, sobre o cuidado com sua aparência, exigindo delas um gasto maior para estar dentro dos padrões.

O homem atualmente continua preferindo comprar em primeiro lugar o carro, mas nota-se uma   mudança crescente no que vinha em segundo plano, onde antes vinham os jogos e festas em grupos ,hoje a moda e a procura por acessórios tem tomado espaço significativo para a inserção aos novos ambientes.

No sentido de como educar os jovens para se tornarem conscientes de suas verdadeiras necessidades e de que precisarão fazer escolhas inteligentes ,será necessário mostrar-lhes  como reverter esta situação. Mas como contornar esta realidade onde o que realmente importa é apenas o poder de consumo? Segundo os psicólogos a solução do problema está próxima: “Embora o jovem já esteja  no mercado de trabalho com o amadurecimento ele irá verificar por si só que outras coisas lhe serão exigidas, além da aparência e do poder aquisitivo. Ter mais responsabilidade é uma delas e com isso o jovem vai descobrir as suas qualidades e aos poucos irá abandonar as etiquetas externas e as compras excessivas.