segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Desafio aceito: atender, entender e encantar o cliente

Desafio aceito: atender, entender e encantar o cliente
Quanto mais se fala em encantar o cliente, parece que mais difícil se torna. O cliente, hoje, deixou de ser uma multidão anônima e amorfa para tornar-se uma pessoa com identidade própria. Na maioria das vezes, antes de entrar em contato, ele já fez suas investigações, pediu referências, comparou preços e serviços, pesquisou na internet e falou com amigos. Quase sempre ele já vem sabendo o que quer e, se for mal atendido ou ficar insatisfeito, rapidamente muda de empresa.

É aqui que entra em cena o encantamento do cliente.  Cliente encantado é aquele que recebeu um atendimento além do que  imaginava, e que superou suas expectativas. Mas é bom lembrar que, se quiser encantar o cliente, terá que ser muito mais do que o atendimento protocolar. Pesquisas revelam que o que fideliza o cliente – e que o mantém cativo -, é o encantamento no atendimento e no pós-atendimento, vai muito além do “feijão com arroz”, e que pode ser um diferencial frente aos demais concorrentes. É ir além.

Outro fator que faz parte dos pilares do atendimento e está diretamente relacionada ao retorno do cliente à empresa/marca é a satisfação. Um cliente satisfeito, indica aos amigos e compartilha nas redes sociais a sua experiência de compra. E, também, a sua insatisfação – e é aí que é preciso muito cuidado. E, muitas vezes, não é uma questão de insatisfação, mas de falta de encantamento em todo o processo da compra. Da mesma forma, mesmo que o cliente tenha seu pedido atendido, respeitado o prazo de entrega e tudo o mais, se não foi “encantado” pela empresa, provavelmente irá para a concorrência em uma próxima compra.
Faz-se necessário frisar de que a qualidade do serviço ou produto é definida pelo cliente – isto é, segundo a sua percepção – e não segundo a visão de quem atende ou da empresa.

Diante desse real cenário, o Curso de Administração – ULBRA Torres, realizará nos dias 26 e 27 de setembro, o 3º INOVE (Congresso de Inovação e Negócios do Litoral Norte), o XIV CIDEAD (Ciclo de Debates em Administração) e Feira de Negócios , com a presença de  três palestrantes  e profundos conhecedores do tema: ATENDIMENTO, ENCANTAMENTO E MUDANÇAS DO CONSUMIDOR.

Esse evento é fruto do sucesso que foram as edições passadas, 2014 – palestra com Daniel Godri, 2015 – Construindo uma Tropa de Elite com Paulo Storani e 2016 – Silvio Igor (O Borracheiro), Alexandre Espíndola e Dado Schneider  (criador da marca Claro). Será um evento imperdível.
Mais informações www.adminove.com.br ou pelo telefone (51) 3626-2000 ramal 191/151


Venha descobrir o que é mais importante para o   consumidor na hora de decidir sua compra!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Empreenda até mesmo quando o cenário econômico não está ao seu favor



Por Adriana Peccin Consultora empresarial, professora e coordenadora do Curso de Administração Ulbra Torres/RS – CRA 25037

Empreenda até mesmo quando o cenário econômico não está ao seu favor
A economia brasileira não está em sua melhor fase. Muito pelo contrário: estamos passando pela maior recessão desde o início dos anos 90 e o forte aumento do desemprego já é uma realidade para muitos.
Fazendo uma reflexão, muitos avaliam se possuem o perfil para empreender, encarando o desemprego como o incentivo que faltava para, enfim, abrir aquele negócio com o qual sempre sonharam. Mas lembrem-se , empreender não é uma ‘tábua de salvação’ e sim uma vontade de construir algo, embasada em muito trabalho e planejamento. 
Empreender faz parte do espírito do brasileiro e acreditar que ter o seu próprio negócio está entre os principais motivos que levam a fazer com que o número de negócios próprios (formais e informais) cresçam a cada dia. Muitos negócios se iniciam diante da adversidade decorrente por exemplo, de uma perda de emprego ou diminuição de renda causados pelo cenário econômico.
Acredito que dois são os passos importantes para que o seu negócio possa prosperar mesmo num cenário adverso. O primeiro passo para ter sucesso em seu negócio próprio é: qualifique-se, pois o seu negócio terá o seu modelo mental e durante muito tempo todas as decisões serão tomadas por você. Se você pensa em abrir uma loja de doce por fazer os mais fantásticos doces, lembre-se que você também será responsável por calcular o breakeven, a margem de contribuição, a reposição de estoques e ainda pagar o aluguel no final do mês.
Como saída a esse primeiro desafio é iniciar  um bom curso de graduação ou pós-graduação nas áreas de negócios, como Administração,  Gestão Estratégica e outros. Entretanto sei que existem alguns fatores que impedem que esse importante passo seja tomado, a começar pela própria “urgência” em se começar o negócio e a oportunidade que às vezes bate à porta.
Outro passo que julgo ser importante para o sucesso do seu negócio é: qualidade. Na crise, o recurso é ainda mais escasso, o consumidor vai procurar gastar pouco e consumir com qualidade. Poderia devagar sobre qualidade por muitos caminhos, mas o ponto que gostaria de abordar é somente o mais lógico. Você terá de garantir que o seu produto é bom o suficiente para competir com tantos outros que já estão no mercado e ainda assim ter um diferencial que possibilite o crescimento de sua empresa. Por conseguinte é de se imaginar que para isso ele terá de ser melhor do que o que já existe no mercado.
E como fazer tudo isso e ainda garantir qualidade no meu negócio? Esteja apto a identificar gargalos, sanar problemas e garantir que o produto chegue ao teu cliente dentro daquilo que ele imaginou ou, se possível, superando suas expectativas. Dessa forma, o seu produto dificilmente cairá na lista de supérfluos.
O segredo é estar qualificado e preparado para superar a crise, se você conseguir isso nesse momento, quando chegar o momento mais calmo, você estará muito forte para competir num mercado mais atrativo.


A IMPORTÂNCIA DO PLANO DE MARKETING PARA AS EMPRESAS



Por Tairine Silvano Rodrigues, acadêmica do curso de Administração e
Adriana Peccin, Coordenadora e Professora do Curso de Administração- ULBRA/Torres.

A IMPORTÂNCIA DO PLANO DE MARKETING PARA AS EMPRESAS

            Vivemos num mundo globalizado, com mudanças constantes e variações de mercado que ocorrem, em alguns momentos, de forma imprevisível. As empresas buscam sempre estar preparadas para esta imprevisibilidade, lidando, de alguma forma, com o que o mercado vai apresentando as mesmas e usando soluções que encontram no momento.
            Pequenas e médias empresas não sobrevivem por muito tempo no mercado em que atuam, isto porque, atualmente as mesmas não têm total conhecimento dos fatores internos e externos ao quais estão inseridas, sendo negligente, muitas vezes, com seus funcionários e clientes.
            As empresas têm percebido que saber planejar é essencial para se ter sucesso. Muito mais que um instrumento teórico, o plano de marketing é uma ferramenta imprescindível para que o empresário possa focar seus esforços nas oportunidades que o mercado lhe apresenta, aplicando de maneira eficaz e eficiente seus recursos.
            A elaboração de um plano de marketing pressupõe a integração de pessoas e recursos da empresa em torno de processos de análise e identificação de mercados-alvo, criação, comunicação e entrega de um produto ou serviço de valor para o consumidor final. O resultado deve propiciar a satisfação do cliente, e para a empresa, crescimento de mercado e retorno financeiro para o empresário e seus colaboradores.
            As quatro etapas principais de um plano de marketing: Análise do ambiente de negócios - A empresa deve estudar seu mercado de atuação e/ou similares (histórico, tamanho, potencial de demanda, etc.), buscando identificar uma ‘oportunidade de marketing’ que pode ser trabalhada pelo plano. Marketing estratégico - Nessa etapa, a análise detalhada dos ‘atores-chave’ que fazem parte do setor de negócios escolhido pela empresa – consumidores, concorrentes, fornecedores -, e em que a oportunidade de marketing deverá ser desenvolvida. Nesse momento a empresa define o modo como ela quer ser percebida e lembrada pelo consumidor. Este é o ponto principal de todo o processo de planejamento de marketing, pois busca definir os diferenciais que a empresa irá trabalhar nas ações de marketing para ganhar mercado e superar seus concorrentes. Marketing tático -
Nesse momento são definidas as ações práticas do planejamento, a partir do posicionamento definido anteriormente. São especificadas, em detalhes, as características do produto (ou serviço) a ser ofertado, seu preço, a forma de comunicação e de distribuição do mesmo junto ao mercado-alvo. E por fim, Controle e avaliação – A quarta etapa deve tratar dos mecanismos de controle e avaliação do plano, por meio da definição de métricas e indicadores de desempenho que permitam à empresa medir o alcance dos objetivos e estratégias definidas.
O Plano de Marketing é o processo que leva à compreensão da posição de uma empresa no mercado e uma série de decisões e ações de marketing para atingir os objetivos definidos em determinado período de tempo. A ênfase está no procedimento que inclui tarefas como a realização de análises, a criação e a implementação de estratégias factíveis, o controle de todo o processo de marketing e o estabelecimento de um período de tempo para a equipe envolvida. O mesmo é o registro das atividades das ações de marketing; devendo ser abrangente, flexível e lógico.
A elaboração de um plano de marketing permitirá à empresa ser eficaz (ter foco e objetivos definidos) e eficiente (ter estratégias e ações práticas) no mercado escolhido para atuar. Também é a base para a construção de uma vantagem competitiva sustentável.

           
           

quinta-feira, 7 de abril de 2016

“O Leão está rugindo cada vez mais alto”


“O Leão está rugindo cada vez mais alto”

Ao falar em leão nos lembramos de um animal belo e dócil, mas também agressivo e temido conhecido como  o  rei da floresta ou ainda  de um  chefe  de família em o  filme Rei Leão. Neste artigo, quero falar de um mascote, que em nada lembra esta docilidade e beleza, e  que nasceu com  mecanismos de ataque bastante eficientes.  Estou falando do mascote da Receita federal. Isso mesmo, o mascote deste órgão fiscalizador e arrecadador é um leão.

No final de 1979, a Secretaria da Receita Federal encomendou uma campanha publicitária para  divulgar o Programa de Imposto de Renda. A escolha do leão levou em consideração algumas de suas características: É o rei dos animais mas não ataca sem avisar;  É justo;  É leal;  É manso, mas não é bobo.  Já a logomarca,  segundo o “site da receita”, identifica  "as mãos" do contribuinte passando a moeda para “as mãos" do Estado.  

Não deixa de ser uma verdade, afinal o contribuinte assume a função de repassar para o estado os valores devidos atendendo a uma legislação específica. O estado, por sua vez,  tem  função de administrar,  de forma eficiente estes recursos,  e devolvê-los a nós contribuintes através de benefícios diretos e indiretos.

Mas, analisando a história  da arrecadação e distribuição de impostos no Brasil nos sentimos injustiçados pela forma como o Governo vem administrando estes recursos. Este sentimento de injustiça nos leva a concluir que  o “rugido do leão” está mais alto por sua carga tributária cada dia mais alta em nosso País.  Existem países onde a carga tributária é bem mais elevada.  A diferença é a forma como estes recursos retornam ao contribuinte. Quando o retorno é feito de forma justa nos sentimos  recompensados pelo valor arrecadado, mesmo que não seja de forma espontânea.  É uma questão de satisfação. O retorno por aquilo que paguei.

Pala melhor ilustrar vou colocar a seguinte situação:

Convidei minha querida esposa para um jantar. Minha primeira olhada foi para  a coluna da “direita” do cardápio.  A maioria faz isso.  Depois uma garrafa de vinho, um bate papo gostoso e de uma ótima refeição  a coluna “da direita do cardápio” já não me incomodava tanto. O retorno foi condizente com o valor pago.  Naquele momento eu estava imensamente satisfeito sem contar   pela perspectiva de uma noite ainda  mais agradável e promissora. Bem,  isso não vem ao caso agora.

No caso de pagamento de impostos chegamos a conclusão que estamos sendo “roubados”, que o retorno não é condizente  com o que pagamos. Por isso a “carga tributária” é considerada alta.  Nós pagamos impostos para termos  benefícios e a cada dia sentimos estes benefícios diminuírem. Sentimos a necessidade de  “investir” de forma individual em saúde, educação, segurança, etc.,  benefícios estes que deveriam ser de responsabilidade do governo. Vem o sentimento de insatisfação e a pergunta: Porque vou pagar imposto se o governo não o administra e não me devolve de forma justa?

O Imposto de Renda é um tributo direto, no qual o cidadão repassa parte de sua renda para o Estado. Acredita-se que o mesmo tenha se originado na Inglaterra, quando o governo inglês necessitava de recursos extras para custear a guerra contra a França.

No Brasil, as primeiras tentativas de implementação do tributo ocorreram em 1843. No entanto, as pressões exercidas por empresários levaram o Imposto de Renda a ser instituído somente em 1922, por meio da Lei 317, editada em 21 de outubro.


Através da declaração de imposto de renda pessoa física  somos “convidados” a fazer um acerto de contas com o Governo atendendo algumas normas instituídas pelo mesmo, que vamos tratar aqui como “obrigatoriedade”.  E bom lembrar que obrigatoriedade está diretamente ligada a “penalidade”. Ou seja, não faz o que o governo determina  no prazo estipulado você  é  penalizado com uma multa.

Para um universo de aproximadamente 29 milhões de brasileiros, termina no próximo dia 29 de abril o prazo para elaborar e remeter para o governo esta declaração.

A  “obrigatoriedade”, está relacionada  ao recebimento  rendimentos recebidos durante o ano; Receita de atividade  rural; posse ou propriedade de bens( inclusive financeiros); passou a condição de residente no País, etc.   Nestes casos e em outros, atendendo a critérios de valores mínimos,   devemos  informar ao governo os  referidos valores que transitaram pela nossa pessoa.

É opcional qualquer contribuinte fazer declaração de imposto de renda, mesmo não estando no critério de obrigatoriedade, mas que por algum motivo precisa apresentar comprovante de renda. Em alguns casos para receber de volta o imposto descontado durante o ano.

Temos que informar  valores e dados, como por exemplo: dependente, gasto  instrução, despesas médicas,etc. São  chamadas de “deduções legais.”  Outra alternativa é utilizar um desconto padrão de 20% ( limitado a 16.754,00) desconsiderando as deduções legais.

Registrados todos os valores o programa permite escolher a melhor situação para o contribuinte indicando ainda se o mesmo tem imposto a pagar ou imposto a restituir. O programa proporciona uma série de ajudas que facilitam a elaboração da declaração. Na dúvida deve-se procurar um especialista na área, evitando erros ou omissões e com isso não ficar sujeito a uma intimação por parte de receita. Verificadas divergências entre as informações  constantes no banco de dados da Receita Federal e àqueles informados pelo contribuinte, a declaração ficará retida na “malha fina” sujeitando-se o mesmo a esclarecimentos ou até mesmo uma retificação da declaração original. “Malha Fina” é um sistema  criado  com a finalidade de  confrontar dados e valores entre as fontes “pagadoras” e “ recebedoras”.

Portando o que o governo deseja com o sistema de declaração de imposto de renda é acompanhar, com mais precisão, as origens e destinos dos valores que transitam pelos contribuintes a fim de buscar sua parcela, ou seja, o imposto devido.

Cabe ao contribuinte todo o cuidado  na hora de informar valores e cumprir os prazos estabelecidos, pois o leão é feroz e a cada ano ele está rugindo mais forte.

Portanto fique atento a fim de  evitar situações desagradáveis.  Sempre que possível evite uma disputa com o “Leão”. Aqui, assim como na natureza, ele é  mais forte.

 

Lauro José de Matos, Contador e  Professor  Especialista no Curso de Administração da Ulbra Torres

Palestra "A arte do Feedback" com o prof. Paulo Bogado




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016


Adriana Peccin Consultora empresarial, professora e coordenadora do Curso de Administração Ulbra Torres/RS – CRA 25037

 NÃO DEIXE A CEGUEIRA TOMAR CONTA DE VOCÊ
Acredito que muitos de vocês, já ouviram essa frase: Eu sempre fiz assim, pra que mexer em time que está ganhando.

Todo insight vive de 3 momentos inevitáveis, no primeiro é completamente recusado, no segundo é parcialmente aceito e no terceiro é aceito com êxito. O que é novo e diferente em geral é incômodo, incompreendido e rechaçado.
Qualquer processo de venda de produtos e serviços não se deve somente às análises de mercado, publicidade e comunicação, mas também às operações de financiamento e outros fatores que influenciam no resultado final, mas é importante ressaltar, que quando os produtos têm uma promessa e marketing contundentes, independentemente e apesar de as outras estratégias serem medíocres, eles chegam longe e geram vendas.

Ser inovador é a fórmula mais próxima do sucesso, mas também pode ser a que mais o compromete. Não devemos deixar de inovar, mas além de tudo, ter a compreensão clara de quem é o nosso consumidor.
Contarei alguns casos de cegueira, relatados pelo guru Jürgen Klaric em seu livro Estamos Cegos, provas concretas de que a falta de sensibilidade com o consumidor, e por não saber o que as pessoas buscam, muitas marcas conhecidas fracassaram.

Começarei contando o CASO MOTOROLA- Essa foi uma empresa com grande tecnologia, grande desenvolvimento e inovação, mas com pouco senso antropológico para enxergar o que o consumidor realmente buscava. A marca não se deu conta de que, às vezes, o resultado está na simplicidade tecnológica, e não na quantidade de funções, grandes aparelhos ou avanços tecnológicos.
Fracassaram, e a empresa precisou ser vendida. Hoje, a Google tem o controle da Motorola Mobile. Uma das empresas mais inovadoras em tecnologia celular, a Motorola perdeu a batalha para um aparelho chamado BlackBerry, seguido pelo iPhone da Apple.

CASO MATTEL -  A Barbie é uma boneca da marca Mattel que acaba de fazer 50 anos de vida. Foi criada por uma geração completamente diferente da de hoje. A Barbie está ofuscada por outra boneca chamada Bratz, codificada para uma nova geração e que, desagrada as mães por sua estética agressiva com olhos pintados e lábios grandes. A boneca, porém, não foi criada para as mães, e sim para suas filhas, que realmente veem o mundo de forma totalmente diferente.
Hoje, a Barbie já não é cool, em seu Motor Home cor-de-rosa ao lado do Ken. Já a Bratz seduz por ser transgressora e cool , tomando martínis com suas amigas sem a companhia de um Ken.

Este é mais um exemplo claro de que muitas vezes temos o conceito e a inovação diante de nossos olhos e não os vemos pela cegueira que nos acomete; abrimos os olhos somente quando se convertem em realidade.
CASO McDONALD´S – Há anos as pessoas diziam que não queriam consumir a comida do McDonald´s porque era engordativa. Uma época onde as pessoas consideram mais inteligente “comer bem” e “ de maneira saudável”. Foi quando a empresa de sanduíches decidiu investir tempo e recursos na mudança de seus produtos.

O Burger King, criou um hambúrguer totalmente agressivo em seu conteúdo: cheio de queijo e bacon, com diferentes ingredientes que ativam o cérebro a se conectar com o produto. Trata-se do sanduiche Double Stacker – tão bem-aceito que não demorou muito para que saíssem a versão tripla e até a quádrupla, um dos mais bem-sucedidos do menu do Bruger king.
A cegueira não permitiu que o McDnald´s entendesse a necessidade subconsciente das pessoas, elas podem querer comer de forma saudável, mas tudo indica que elas fazem o contrário.

Eu poderia seguir falando dos cases, Kodak, Motorola, Sony... ou até mesmo, repensarmos o seu negócio, mas a conclusão será a mesma. Seja a sua empresa uma multinacional ou uma microempresa,  repensar os métodos e entender os motivos que fazem as pessoas se conectarem como nossos produtos, serviços e marcas nos manterá vivos.
Ser cego pode sair caro. Abra os olhos senão você será o algoz de seu próprio negócio.

 

 

Paixão pelo que faz, tem nome - INTRAEMPREENDEDORISMO


Adriana Peccin Consultora empresarial, professora e coordenadora do Curso de Administração Ulbra Torres/RS – CRA 25037

 Paixão pelo que faz, tem nome - INTRAEMPREENDEDORISMO
Um dos ingredientes para fazer uma empresa crescer e se destacar no mercado, em meio à acirrada concorrência é cultivar novas ideias e hábitos inovadores em sua cultura. Uma das formas de fazer com que isso aconteça é incentivar colaboradores que possam oferecer um grande diferencial para a empresa, ou seja, funcionários que se sintam parte do negócio e que trabalham com a seriedade e dedicação de um sócio.
A concorrência entre as empresas nos dias de hoje tem aumentado a uma velocidade incrível. Todos os dias entram no mercado centenas de novas empresas, boa parte delas cheias de novas ideias, empreendedores dedicados e muito dinheiro para investir. Uma combinação perigosa para empresas estagnadas, burocráticas e que não cultivam novas ideias
Por isso, as organizações buscam colaboradores que possam oferecer um “algo mais” para a elas, pessoas dedicadas que trabalhem como verdadeiros sócios do negócio. Que ofereçam opções diferenciadas de investimento para novos negócios, tornando a empresa ainda mais competitiva no médio e longo prazo. Este modelo de colaborador é chamado de intraempreendedor.
Normalmente, essa é uma característica que vem de dentro para fora, ou seja, o colaborador já possui em si a vontade de fazer a diferença dentro da empresa. Porém, de acordo com a especialista, um bom gestor pode sim incentivar seus colaboradores a praticar o intraempreendedorismo. O gestor deve incentivar o senso de propriedade, o sentimento de que ele pode fazer a diferença, a autonomia na tomada de decisão, a possibilidade de testar e errar sem ser punido por isso,
É uma modalidade de empreendedorismo praticado por funcionários dentro da empresa em que trabalham. São profissionais que possuem uma capacidade diferenciada de analisar cenários, criar ideias, inovar e buscar novas oportunidades para estas empresas. São eles que ajudam a movimentar a criação de ideias dentro das organizações, mesmo que indiretamente.
Este tipo de colaborador tem sido muito valorizado pelas empresas, principalmente por agregarem valor ao trabalho final executado pela organização. Eles são procurados pelas empresas de recrutamento com uma frequência cada vez maior, ocupando espaços importantes nas grandes corporações em todo o mundo.
A inquietação de quem está sempre inconformado com a situação atual é característica inerente de todo intraempreendedor. Ele busca se capacitar cada vez mais para superar os desafios que lhe são apresentados. É, acima de tudo, ousado e bastante criativo.
·         Paixão pelo que faz;
·         Sempre atento às novas idéias;
·         Simulam erros e riscos;
·         Descobrem oportunidades ocultas;
·         Multi-disciplinaridade;
·         Persistente, dedicado;
·         Autoconfiante, decide por conta própria;
·         Proativo, inovador.
Além de todas estas características, o fundamental é o espírito empreendedor. O que nos faz lembrar que a grande maioria destes colaboradores empreendedores não tem o mesmo interesse em abrir um negócio, como os demais, por exemplo. Para ele, colaborar com a empresa, ter bons salários e elevar o seu nome dentro da organização são objetivos tão importantes quanto ter sua própria empresa.
E como incentivar o aparecimento dos intraempreendedores? Para poder contar com um profissional com estas características, é necessário que a empresa crie condições para que ele se desenvolva naturalmente. Porém, isto não é uma tarefa nada fácil. A alta administração precisa estar disposta a abrir mão da sua rigidez e do conservadorismo nos processos de tomada de decisão, permitindo que seus colaboradores opinem e sugiram melhorias.
A motivação interna é essencial para que os funcionários se sintam à vontade para trabalhar desta maneira. Afinal, qualquer pessoa que possua um perfil empreendedor pode desenvolver as habilidades de um intraempreendedor. Mas, para que isso aconteça de forma perfeita, é preciso que a empresa crie programas de coaching ou mentoring para realizar o acompanhamento destes colaboradores que se destacam.
Por isso, olhe com mais atenção para seus colaboradores e comece a enxergar aqueles com maior potencial de geração de novas ideias. O futuro da sua empresa pode estar ali, apenas esperando que você dedique seu tempo à eles. E se você é um funcionário com as qualidades de um empreendedor, comece a por em prática algumas ideias, converse com seus superiores, mude o seu futuro!